Após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições Gerais de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (25.out.26) ser “impossível reconhecer o resultado das eleições” e anunciou que sua equipe pedirá a anulação do pleito.
Em declaração, Flávio questionou uma decisão atribuída ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria determinado a prorrogação da votação por duas horas em razão de problemas registrados em algumas localidades. O senador alegou que a medida teria alterado as regras eleitorais durante a votação.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele. Muda a regra do jogo no meio do jogo”, declarou.
Flávio também afirmou que a decisão teria provocado uma quebra de isonomia entre eleitores de diferentes cidades e estados. Segundo o senador, não seria possível saber quantos votos poderia ter recebido em localidades onde, conforme sua alegação, as urnas não teriam sido reabertas.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se, em um estado em que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu”, afirmou.
O senador declarou que não aceitará, segundo suas palavras, uma mudança nas regras durante o processo eleitoral e informou que sua equipe pretende pedir a anulação da eleição.
Com 99,99% das urnas apuradas, Lula recebeu 51,79% dos votos válidos e foi reeleito para um novo mandato à frente da Presidência da República. Flávio Bolsonaro terminou a disputa com 48,21%.









































































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