O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um novo mandato à frente da Presidência da República após vencer, em uma virada histórica, o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das Eleições Gerais de 2026, realizado neste domingo (25.out.26).
A vitória foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h09, quando 98,2% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Lula contabilizava 51,75% dos votos, contra 48,25% do adversário.
A eleição representa a quarta vitória de Lula em disputas pela Presidência da República. A primeira ocorreu em 2002, quando derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno. Em 2006, conquistou a reeleição ao vencer Geraldo Alckmin, então candidato pelo PSDB.
Ao final do segundo mandato de Lula, em 2010, o petista apoiou a candidatura da então ministra Dilma Rousseff (PT), eleita presidente da República. Dilma foi reeleita em 2014, mas teve o mandato encerrado em 2016, após o impeachment aprovado pelo Congresso Nacional. O então vice-presidente Michel Temer (MDB) assumiu a Presidência.
Em 2018, Lula pretendia disputar novamente a Presidência, mas ficou impedido de concorrer após condenações no âmbito da Operação Lava Jato. Naquele ano, Jair Bolsonaro, então deputado federal, foi eleito presidente da República.
Iniciada em 2014, a Operação Lava Jato investigou um esquema de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, empreiteiras, agentes públicos e políticos. Durante as investigações, Lula foi acusado de receber vantagens indevidas de empresas investigadas, acusações que negou.
Em julho de 2017, Lula foi condenado em primeira instância pelo então juiz Sergio Moro, no caso do tríplex do Guarujá, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em janeiro de 2018, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação e aumentou a pena.
Em abril daquele ano, após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar seu pedido de habeas corpus preventivo, Lula se entregou à Polícia Federal e começou a cumprir pena. Permaneceu preso por 580 dias, até novembro de 2019, quando foi solto após uma mudança no entendimento do STF sobre o início da execução da pena.
Em 2021, o Supremo anulou as condenações impostas pela Justiça Federal de Curitiba por entender que aquele juízo não tinha competência para julgar os casos. Com essas decisões, Lula recuperou os direitos políticos e ficou apto a disputar as eleições presidenciais de 2022.
Na eleição de 2022, os dois antigos adversários, Lula e Geraldo Alckimin passaram a integrar a mesma chapa. Alckmin se filiou ao PSB e foi escolhido como vice-presidente na candidatura de Lula em 2022, mantendo a aliança na disputa de 2026.
No primeiro turno, Lula recebeu aproximadamente 57,2 milhões de votos, equivalentes a 48,43% dos votos válidos, enquanto Jair Bolsonaro obteve cerca de 51 milhões, ou 43,20%. A disputa foi decidida em 30 de outubro de 2022, quando Lula venceu o segundo turno com aproximadamente 60,3 milhões de votos, contra 58,2 milhões de Bolsonaro.
Oito anos após a eleição que levou Jair Bolsonaro à Presidência, o cenário eleitoral de 2026 colocou Lula novamente diante de um representante da família Bolsonaro. Desta vez, o ex-presidente ficou fora da disputa, e seu filho, Flávio Bolsonaro, concorreu ao cargo.
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, no interior de Pernambuco. É um dos filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello, conhecida como dona Lindu.
Em 10 de fevereiro de 1980, Lula participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), ao lado de sindicalistas, intelectuais, lideranças religiosas, representantes de movimentos sociais e outros setores da sociedade. Em 1983, também esteve entre os participantes da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
No ano seguinte, integrou a mobilização pelas eleições diretas para a Presidência da República, conhecida como campanha das Diretas Já. Em 1986, foi eleito deputado federal constituinte por São Paulo, com a maior votação do país naquele pleito.
Lula disputou pela primeira vez a Presidência da República em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após o regime militar. Chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Fernando Collor de Mello.
Nas eleições de 1994 e 1998, voltou a concorrer à Presidência e perdeu as duas disputas para Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A vitória veio em 2002, quando ampliou sua base de apoio e formou uma aliança com partidos de diferentes correntes políticas.









































































Comente este post