A Procuradora Geral do Município de Jaguaquara, Dra. Mônica Priscila, expressou sua insatisfação com os resultados do censo populacional divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Após uma reunião com representantes do IBGE, a Dra. Mônica Priscila afirmou ao Jaguar News, que os dados apresentados pelo instituto não refletem a realidade local e que as medidas judiciais estão sendo cursadas para contestar o censo.
Durante a reunião, a procuradora destacou que todas as solicitações do IBGE foram atendidas pela prefeitura, que disponibilizou a sede e transporte para os agentes censitários. Equipes foram enviadas às ruas para coletar informações sobre residências que não haviam sido registradas no censo, principalmente por meio dos agentes comunitários de saúde, que possuem maior proximidade com a população.
A procuradora mencionou que a redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teve início logo após a divulgação preliminar dos dados do censo, e resultou em uma ação judicial do município para recuperar os valores. A Justiça Federal deferiu uma liminar favorável ao município, mas a diminuição dos repasses do FPM está em tramitação na Câmara dos Deputados, podendo ser parcelada ao longo de dez anos.
Dra. Mônica Priscila também informou que diversos municípios brasileiros afetados pela queda no FPM têm se unido para buscar soluções tanto políticas quanto ao julgamento rever os dados do censo em relação à população.
A procuradora afirmou que, aos olhos dos moradores e visitantes de Jaguaquara, a cifra de 46 mil habitantes divulgada pelo IBGE foge da realidade local. Ela afirma que os dados do instituto são estatísticos, mas contestáveis, considerando especialmente o número de famílias que se recusaram a participar do censo, que chegam a mais de quatrocentas.
Assista a entrevista completa















































Comente este post