A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, procurou a Polícia Federal (PF) para informar o interesse do empresário em firmar um acordo de delação premiada.
A iniciativa ocorreu paralelamente a uma reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações na Corte. De acordo com informações obtidas pela TV Globo, o advogado José Luís Oliveira Lima, novo defensor de Vorcaro, comunicou aos investigadores que o banqueiro estaria disposto a fornecer todas as informações relacionadas ao caso, sem poupar envolvidos.
Procurado, o advogado afirmou que não comentará o assunto neste momento em razão da “sensibilidade do caso”.
A possibilidade de delação também foi mencionada durante reunião realizada na terça-feira (17.mar.26) entre a defesa e o ministro André Mendonça, em Brasília. O encontro foi solicitado por Oliveira Lima e tratou dos desdobramentos do inquérito que apura o suposto esquema de fraudes financeiras.
Segundo relatos, os advogados apresentaram ao ministro que uma das alternativas jurídicas avaliadas por Vorcaro é a celebração de um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal.
A reunião ocorreu poucos dias após mudança na equipe jurídica do banqueiro. Na semana passada, Oliveira Lima assumiu a defesa após a saída da banca do advogado Pierpaolo Bottini, conhecido por críticas ao uso de delações premiadas. Nos bastidores, a substituição foi interpretada como um indicativo da estratégia de cooperação com as investigações.
Após o Supremo formar maioria para manter Vorcaro preso na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima, o empresário passou a cogitar colaborar com autoridades e revelar informações envolvendo pessoas com quem manteve relações pessoais e profissionais, incluindo políticos e integrantes do sistema de Justiça.
José Luís Oliveira Lima possui histórico em acordos de colaboração de grande repercussão, tendo atuado, entre outros casos, na delação do ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, na Operação Lava Jato.














































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