O senador Flávio Bolsonaro teria atuado diretamente na cobrança de repasses financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13.mai.26) pelo portal Intercept Brasil.
Segundo a reportagem, Vorcaro, dono do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse”, entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, conforme o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado a aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
A reportagem afirma que mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro mostram o senador pressionando pela liberação dos pagamentos. Em um áudio enviado em setembro do ano passado, Flávio teria dito ao banqueiro que o projeto enfrentava dificuldades financeiras devido a parcelas atrasadas.
“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso”, afirmou o senador no áudio divulgado pela reportagem.
Ainda segundo o Intercept, os contatos entre os dois eram frequentes e incluíam mensagens de visualização única e ligações telefônicas. Em uma das conversas, Flávio escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre”.
Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário envolvendo fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Segundo a PF, as irregularidades podem chegar a R$ 12 bilhões e envolveriam operações ligadas ao Banco Master e negociações com o Banco de Brasília (BRB).
Questionado por jornalistas nesta quarta-feira, Flávio Bolsonaro deixou o local sem comentar detalhadamente o caso, afirmando apenas que se tratava de “dinheiro privado”. Posteriormente, o senador publicou vídeo confirmando que pediu apoio financeiro ao banqueiro para o filme, mas negou qualquer irregularidade.
Em nota, Flávio afirmou que não possui “relações espúrias” com Daniel Vorcaro e defendeu a criação de uma CPI para investigar o Banco Master.
O caso segue sendo acompanhado pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas autorizações judiciais envolvendo parlamentares com foro privilegiado.













































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