A investigadora da Polícia Civil da Bahia, Daniela Viana, denunciou ter sido vítima de desacato policial, agressão física e verbal por parte da presidente da Associação Casa das Mulheres, Elma Brito. O incidente ocorreu durante o trabalho realizado pela servidora no São João de Jequié, no último dia 24, mas só foi revelado publicamente nesta terça-feira, 27.
De acordo com informações fornecidas pela PC, a presidente da associação insistiu em permanecer na 9ª Coordenadoria de Polícia do Interior (9ª Coorpin) de Jequié, acompanhando um professor que havia sido preso em flagrante por urinar na rua. Como Elma Brito não fazia parte da ocorrência, Daniela solicitou que ela se retirasse da sala de registro do incidente.
No entanto, Elma Brito se recusou a acatar a ordem e passou a proferir ofensas contra a servidora, chegando a empurrá-la e colocar o dedo em seu rosto. Essa conduta é caracterizada como desacato pelo Código Penal brasileiro, no artigo 331, que prevê pena de detenção de seis meses a dois anos, ou multa.
Daniela afirmou ter solicitado à autoridade policial de plantão, DPC Eliana Castro, e à coordenadora do plantão, DPC Ana Beatriz, o registro do flagrante de Elma Brito pelo crime de desacato. No entanto, as autoridades negaram a autorização para a elaboração do Boletim de Ocorrência, alegando falta de pessoal para efetuar o registro.
Além disso, a investigadora denunciou que a delegada presente na ocasião ordenou que ela “parasse de fazer show” e negligenciou o registro do incidente. Segundo Daniela, a delegada afirmou que não tomaria nenhuma providência imediata por ser amiga pessoal de Elma Brito e instruiu a DPC Eliana a não se envolver na situação, argumentando que se tratava de uma briga entre pessoas importantes. As declarações foram feitas em voz alta, possibilitando que outras pessoas ouvissem.
O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc) informou ao Portal A TARDE que solicitou às autoridades competentes as devidas providências e que os supostos responsáveis pelos atos sejam responsabilizados. O sindicato também exige uma investigação apropriada sobre os fatos relatados pela investigadora da Polícia Civil. A matéria foi publicada pelo jornal A TARDE.















































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