Eduardo Cunha foi sondado por deputados do PT para auxiliar na formação da base de Lula na Câmara, segundo a coluna de Paulo Cappelli, do Portal Metrópoles.
Pragmáticos, esses parlamentares relevam o protagonismo de Cunha no impeachment de Dilma Rousseff. Consideram que, agora, o ex-presidente da Casa poderia ajudar Lula a quebrar resistências de deputados de centro e da bancada evangélica.
O raciocínio é simples. Com o futuro Congresso ainda mais conservador do que o atual, o governo Lula não poderia abrir mão de dialogar com lideranças outrora hostis ao PT. Serviu para Arthur Lira. Serviria para Eduardo Cunha.
O ex-presidente da Câmara é visto como um hábil articulador político e, mesmo sem mandato, circula pelas rodas do poder em Brasília. Em 2022, Cunha não conseguiu se eleger deputado federal pelo PTB. Já sua filha, Danielle, conseguiu a vaga pelo União Brasil.
Procurado, o deputado federal eleito Washington Quaquá, ex-presidente do PT-RJ, confirmou a conversa com Eduardo Cunha.
“A coordenação do PT no Rio de Janeiro não fecha as portas para ninguém. O passado ficou no passado (em referência ao impeachment de Dilma). O que interessa, agora, é montar uma base forte para Lula”, disse Quaquá.
Contudo, Cunha afirmou à coluna que não pretende articular pelo governo Lula e garantiu que, se tivesse sido eleito, faria oposição ao PT.
“Não vou fazer articulação nem pró nem contra o governo. Não tenho mandato. E, se eu tivesse, seria oposição”, disse o ex-presidente da Câmara. Em seguida, Cunha fez questão de justificar o diálogo com petistas.














































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