O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo da Bahia em 2026, confirmou que uma empresa da qual é sócio recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos.
Os valores aparecem em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ao portal Metrópoles, o político afirmou que os repasses correspondem à prestação de serviços de consultoria empresarial. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo.
Segundo o Coaf, os pagamentos ocorreram após as eleições de 2022, entre dezembro daquele ano e maio de 2024. A empresa citada, A&M Consultoria LTDA, tem como atividade principal serviços de consultoria em gestão empresarial e atuação secundária de apoio à educação.
O relatório aponta que a empresa movimentou valores considerados elevados em relação à capacidade financeira declarada. De acordo com o documento, a empresa recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag entre junho de 2023 e maio de 2024, recebeu R$ 1,3 milhão em nove transferências do Banco Master no mesmo período. Ao todo, os repasses somaram R$ 2,9 milhões nesse intervalo.
ACM Neto recebeu R$ 4,2 milhões da própria empresa em 14 transferências. Em março e junho de 2023, houve pagamentos adicionais de R$ 422,3 mil do Master e R$ 281,5 mil da Reag.
Em nota, ACM Neto afirmou que os serviços foram prestados quando já não exercia cargo público e que todos os contratos foram firmados formalmente, com recolhimento de impostos.
“A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, entre eles o Banco Master e a Reag, sempre com contratos formais e trabalhos efetivamente executados, relacionados à análise da agenda político-econômica nacional”, declarou.
O ex-prefeito disse ainda estar “totalmente seguro” quanto à legalidade das operações e criticou o que classificou como vazamento seletivo de informações protegidas por sigilo bancário e fiscal.
A gestora Reag Investimentos também é alvo de investigações. O ex-presidente da empresa, João Carlos Mansur, permaneceu em silêncio durante depoimento à CPI do Crime Organizado após autorização do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo apurações, a companhia entrou na mira da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades no sistema financeiro, incluindo possível estruturação de fundos para movimentações consideradas atípicas, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. O caso segue sob análise das autoridades competentes.














































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