O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta 3ª feira (3.set.2026) o envio ao presidente da Corte, Edson Fachin, de relatórios de inteligência da Polícia Federal que levantam suspeitas sobre a atuação do ministro André Mendonça nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.
A decisão foi tomada no Inquérito 4.781, instaurado em 14 de março de 2019 e conhecido como inquérito das fake news. Mais de 7 anos depois de sua abertura, o mesmo procedimento continua sob a relatoria de Moraes e agora passa a abrigar uma disputa institucional envolvendo outro ministro do Supremo.
O próprio Alexandre de Moraes é citado nos relatórios da Polícia Federal que deram origem às novas providências. Segundo o material reproduzido na decisão, Mendonça teria demonstrado interesse em transformar referências a Moraes em uma investigação formal e teria solicitado mais de uma vez que investigadores apresentassem uma provocação nesse sentido.
Moraes, por sua vez, determinou o levantamento do sigilo dos documentos e seu envio ao presidente da Corte. A circunstância coloca o ministro em uma posição que merece escrutínio: ele é o relator de um inquérito instaurado em 2019, aparece como personagem nos relatórios que embasam a nova decisão e, ao mesmo tempo, determina o encaminhamento do material ao presidente do Supremo.
A decisão não estabelece que Mendonça tenha cometido os crimes ou ilícitos apontados. As acusações constam de relatórios de inteligência da PF e são apresentadas no despacho como indícios e avaliações que deverão ser examinados pelas autoridades competentes.





































































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