A cidade de Jequié, no centro-sul da Bahia, possui a polícia que mais mata no Brasil. Isso é o que aponta o Anuário da Violência, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira (18/7). Em 2022, o município foi o que mais registrou mortes violentas intencionais (MVI) no país (em termos proporcionais, para cada 100 mil habitantes).
Além da “Cidade Sol”, como Jequié é conhecida – que registrou uma taxa de 46,6 mortes decorrentes de intervenção policial a cada 100 mil habitantes -, as cidades de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro (taxa de 42,4) e Macapá, capital do Amapá (taxa de 29,1) completam o “top 3” de letalidade policial no país.
A Bahia apresentou redução de 1,3% no número de mortes violentas entre 2022 e 2023, mas a melhora nos parâmetros está abaixo da média nacional, de 3,4%. Conforme o levantamento, a Bahia caiu da primeira para a segunda colocação no ranking graças ao aumento de 39,8% identificado no Amapá, novo líder da classificação de estados mais violentos.
O estudo aponta que, em 2023, foram 6.578 casos, em números absolutos, o que representa taxa de 46,5 casos a cada 100 mil habitantes. No Amapá, esta taxa é de 69,9%. O Amazonas fecha o pódio, com 40,2.
Em 2022, o estado identificou 6.663 casos de mortes violentas, que correspondem à soma das vítimas de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora. A taxa, na ocasião, foi de 47,1 mortes a casa 100 mil habitantes. Informações do Aratu On.















































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