A Bahia registrou um alarmante número de 6.659 mortes violentas intencionais em 2022, conforme dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em seu anuário, nesta quinta-feira (20). Os números posicionam o estado como líder no ranking nacional desses crimes, chamando a atenção para a gravidade da situação. A coleta de dados levou em consideração homicídios dolosos, incluindo feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios – homicídios durante roubos.
É importante destacar que todos os dados apresentados consideram o número absoluto de vítimas mortas, não o número de ocorrências. Por exemplo, um triplo homicídio é registrado apenas como uma ocorrência, mesmo envolvendo três vítimas fatais.
Jequié: O epicentro da violência em 2022
O estado da Bahia concentra 12 das 50 cidades mais violentas do país, o maior número entre todos os estados brasileiros. Surpreendentemente, o município de Jequié lidera o ranking de violência em 2022, mesmo não figurando entre as dez maiores cidades baianas de acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entretanto, a situação parece apresentar um cenário positivo em 2023, com os homicídios apresentando queda. Segundo dados da 9ª Coorpin (Coordenadoria Regional de Polícia do Interior), divulgados no início desse mês, o primeiro semestre do ano registrou uma redução de 12,5% no número de homicídios em comparação ao mesmo período de 2022 na cidade.
Mais cidades baianas entre as mais violentas
Além de Jequié, outras cidades baianas também constam na lista das mais perigosas do país. Em segundo lugar, encontra-se Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo, com uma taxa de 88,3. Logo após, temos Simões Filho, com 87,4, e Camaçari, com 82,1. Essas duas últimas cidades fazem parte da Região Metropolitana de Salvador.
Em nono lugar, aparece Feira de Santana, com taxa de 68,5, seguida por Juazeiro, ocupando o décimo lugar com uma taxa de 68,3. A lista dos 20 municípios mais violentos ainda inclui Ilhéus (62,1), Luiz Eduardo Magalhães (56,5) e Eunápolis (56,3).
Esses dados são um alerta para a necessidade de políticas públicas efetivas para combater a violência no estado da Bahia, além de apontar para a importância de medidas preventivas que busquem a segurança e o bem-estar da população.















































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