A Prefeita de Jaguaquara, Edione Agostinone (PP), se pronunciou pela primeira vez, sobre o impasse com os professores da rede municipal de ensino. Em entrevista na Rádio Povo, nesta terça-feira (20), a gestora abordou a situação dos professores municipais que reivindicam o pagamento do aumento do piso salarial.
Questionada pelos radialistas, a prefeita alegou, principalmente, a inviabilidade financeira para o aumento de 14,95% do piso nacional do magistério. “Se eu pagasse os 14% eu não teria condições de pagar o salário deles. Em janeiro, fevereiro, março do ano que vem e assim sucessivamente. Então eu não quero fazer como outros gestores estão fazendo atrasando o salário de professor, certo? Eu queria não só dar a eles como ao porteiro, como a merendeira, como o auxiliar que merece também do mesmo jeito que os professores merecem. Mas infelizmente eu não tenho condição.” disse ela.
A prefeita ainda enfatizou o impacto nos cofres públicos do último aumento concedido a classe, de 5,79 % e que foi aprovado pela Câmara Municipal no último dia 17 de maio. “Eu pagando Dilson, esses 5,79% a eles, foi o que eu dei e agora do acordo, eu tenho que colocar com recurso próprio da prefeitura, em dezembro, três milhões.”
Durante a entrevista, Edione enfatizou as ações já realizadas em favor dos professores, mencionando um décimo quarto salário concedido a eles anteriormente. Além disso, ela destacou que a prefeitura está em dia com o piso salarial estabelecido para a categoria. Ela explicou que, apesar de reconhecer a justiça do reajuste proposto pelos professores, a situação financeira não permite que esse aumento seja concedido no momento.
Desde março, os professores vêm travando uma disputa com a gestão municipal, em busca de reajustes salariais. As propostas da gestão municipal têm sido rejeitadas pelos educadores, o que tem gerou protestos e paralizações.
A prefeita ainda falou sobre a pavimentação da BA-545
Além do impasse com os professores, a prefeita também abordou outro assunto de grande interesse público: o término da pavimentação asfáltica da BA-545, no trecho entre Baixão de Ipiúna e Itiúba. “Vamos parar com esse negócio, vai sair, não vai, a estrada vai sair sim. Eu não dei ordem de serviço na estrada ainda, porque eu não posso dar uma ordem de serviço numa estrada daquela dimensão, sem Rui e sem Jerônimo. Foram as duas pessoas que lutaram pra isso. Certo. E aí essa estrada já já foi licitada, já foi homologada.” disse ela.















































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