O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Gonçalves Dias, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira, 19, após o vazamento de vídeos que mostram a sua presença no Palácio do Planalto durante os atos de 8 de Janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.
Imagens do circuito de segurança do Planalto mostram Dias andando pelo local durante a invasão. Na gravação é possível ver o general caminhando no terceiro andar do palácio, na antessala do gabinete do presidente da República. Minutos depois, ele caminha pelo mesmo corredor que invasores e, aparentemente, indica a saída de emergência aos manifestantes.
Marco Edson Gonçalves Dias, general da reserva do Exército Brasileiro, foi indicado ao GSI por Lula em dezembro do ano passado. “A primeira pessoa que queria chamar é o Gonçalves Dias, que foi chefe da minha segurança por 8 anos e será agora ministro do GSI”, afirmou o mandatário na ocasião.
Antes disso, o militar já havia atuado na segurança pessoal do petista durante seus dois primeiros mandatos, de 2003 a 2009, como Secretário de Segurança da Presidência da República, e na gestão de Dilma Rousseff (PT). Em 2022, Gonçalves Dias voltou a atuar na segurança de Lula durante a campanha eleitoral. O general é o primeiro ministro do terceiro mandato de Lula na Presidência a cair.
Na terça-feira, 18, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG) adiou a sessão no Congresso onde seria feita a leitura para a instalação da CPMI, após reunião com lideres. O governo tenta convencer parlamentares a retirar assinaturas a favor da instalação da comissão. “(Os vídeos) expõem um fato gravíssimo e exigem apuração rigorosa. E reforça a urgência da instalação da CPMI do 8/1, que vem sendo barrigada no Congresso”, disse o deputado federal Mendonça Filho (União-PE).
Nas imagens do circuito interno do Palácio do Planalto, Gonçalves Dias aparece à paisana no terceiro andar do edifício, na antessala do gabinete presidencial, aparentemente auxiliando outros militares do GSI na retirada de manifestantes do local para o segundo andar. Até o momento, nenhuma autoridade do governo federal se pronunciou sobre a divulgação dos vídeos.
Em nota, o GSI justificou que os agentes estariam tentando evacuar o quarto e o terceiro andar do edifício, concentrando os manifestantes no segundo andar, e que abriu sindicância para apurar eventual irregularidade na conduta dos agentes. Mais cedo, após a divulgação das imagens, o chefe do GSI faltou em audiência da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, onde a presença dele já estava prevista, alegando “problemas de saúde”. Informações da Jovem Pan News.















































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