O ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente nesta segunda-feira (5.jan.2026) das acusações de tráfico internacional de drogas em audiência realizada no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. A sessão ocorreu poucos dias após sua captura em uma operação conduzida pelos Estados Unidos, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, e que provocou forte repercussão mundial.
“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente. Ainda sou presidente do meu país”, afirmou Maduro, de 63 anos, por meio de um intérprete, antes de ser interrompido pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, responsável pelo caso. A esposa do ex-líder venezuelano, Cilia Flores, também se declarou inocente. A próxima audiência foi marcada para 17 de março.
A audiência durou cerca de 30 minutos e foi acompanhada por manifestações do lado de fora do tribunal, reunindo dezenas de pessoas favoráveis e contrárias a Maduro.
Horas depois da audiência, em Caracas, a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela. Em discurso, ela demonstrou apoio político a Maduro, classificando sua prisão como um “sequestro” e afirmando que o país atravessa “tempos terríveis”, sem indicar, no entanto, que contestará formalmente a decisão dos Estados Unidos.
“Venho com o coração partido pelo sequestro de dois heróis que estão sendo mantidos como reféns”, declarou Rodríguez, prometendo dar continuidade à administração do país.
Segundo promotores federais dos EUA, Maduro é acusado de chefiar uma organização de narcotráfico que teria atuado em parceria com grupos armados e organizações criminosas, incluindo os cartéis mexicanos de Sinaloa e Los Zetas, dissidentes das FARC, da Colômbia, e o grupo venezuelano Tren de Aragua.
Ele responde a quatro acusações principais: Narcoterrorismo; Conspiração para importação de cocaína; Posse de metralhadoras; Posse de dispositivos explosivos. Maduro nega todas as acusações e afirma que o processo é uma tentativa de justificar interesses estrangeiros sobre as reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris.














































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