Com as eleições de 2024 se aproximando, figuras conhecidas do cenário político começam a ganhar destaque novamente. Quem retornou a cena política foi o ex-prefeito Aldemir Moreira (MDB), uma figura emblemática na política nos últimos 12 anos.
Moreira geriu a cidade entre 2006 e 2012, e fez sucessor – o ex-prefeito Giuliano Martinelli (PP), esse que rompeu com Moreira, e em 2020 mediram forças apoiando nomes diferentes. Giuliano apoiou Edione, que foi eleita a primeira prefeita da história do município, e Ademir apoiou Raimundo, que perdeu as eleições por apenas 58 votos.
Nesta sexta-feira (12), Ademir Moreira concedeu uma entrevista ao radialista Dilson Piropo na Rádio Povo, onde anunciou seu afastamento das próximas eleições. Moreira revelou que estava pronto para disputar novamente, mas enfrentou um impasse com Raimundo do Caldo, que recusou a ideia de ser seu vice.
“Estava apto mais uma vez a disputar as eleições em Jaguaquara. Coloquei meu nome à disposição e ele (Raimundo) também colocou o dele. Só que houve, infelizmente, esse choque: ele disse que não seria vice de ninguém, que não seria o meu vice também. Eu, sinceramente, me senti um pouco desprezado por conta disso, mas mesmo assim, retirei minha candidatura.”
Ademir destacou o momento em que percebeu a falta de interesse de Raimundo em tê-lo como vice, após conversas com Otto Alencar e Alex da Piatã.
“Eu já estava dizendo naquele momento que aceitava ser o vice. Conversei com ele nos bastidores, e ele disse que iria deixar o vice para escolher na convenção. E eu senti naquele momento que ele não me queria de vice na chapa dele, e chamei e disse que não dava pra caminhar junto, essa eleição vou ficar de fora.”
Apesar de anunciar sua retirada das eleições de 2024, Ademir deixou claro que não descarta uma futura candidatura. “Eu sou candidato a prefeito daqui a 4 anos porque a prefeita vai ter que lançar alguém e tem que ter oposição. E até então, em Jaguaquara não existia oposição. Parabéns pra prefeita, ela não teve oposição.”
Sobre a atual conjuntura política e a relação com Raimundo, Ademir foi direto. “Funciona assim: se Raimundo ganhar essa eleição, o mérito é dele. Se perder, eu vou pagar essa conta. O comentário vai ser: a prefeita derrotou os dois líderes políticos, o candidato e o ex-prefeito, e eu não vou correr esse risco.”
Questionado sobre uma possível aliança com a situação, ele respondeu que nunca foi procurado. “O grupo adversário aqui sabe que eu apoiei ACM Neto e que eu estou com Dal, então, eu tenho lado. Não fui procurado, e tô tomando essa posição porque vejo que esse não é o meu momento. Vou deixar que Raimundo ande com as pernas dele.”
Em Jaguaquara, a disputa pelo executivo municipal promete ser uma repetição do cenário de 2020, com a atual gestora, Edione (PT), e Raimundo do Caldo (PSD) como os principais concorrentes. A diferença se dá pelo momento que cada um vive: Edione desfruta de uma boa relação e do apoio do governador Jeronimo Rodrigues, que empenhou várias obras no município, e Raimundo terá que enfrentar o projeto de reeleição da prefeita que conta com boa avaliação popular.















































Comente este post