O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), tornou-se centro de repercussão política após encaminhar, em um grupo de WhatsApp formado por lideranças políticas baianas, uma mensagem pedindo o compartilhamento de um artigo crítico ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.
No conteúdo enviado ao grupo denominado “Personalidades”, o vice-governador escreveu a expressão “manda viralizar” ao compartilhar um texto atribuído ao perfil “Política e Bastidores”. O artigo classificava o ministro como “um elefante em loja de cristais”, sugerindo que Rui Costa estaria conduzindo articulações políticas com base em interesses próprios, inclusive em movimentos envolvendo o partido Avante.
Trechos da publicação afirmam que, nos bastidores políticos, haveria avaliação de que o ministro estaria reorganizando espaços políticos “mesmo que provoque ruídos”, o que teria gerado desconforto entre integrantes do MDB baiano. O descontentamento estaria ligado a rumores de que o petista atuaria para viabilizar um nome do Avante como candidato a vice-governador nas eleições estaduais.
A assessoria do vice-governador foi procurada, mas não havia se manifestado até o fechamento inicial da publicação.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou o episódio nesta terça-feira (3) durante entrevista ao programa PodZé, da Baiana FM. Segundo ele, ainda não havia conversado diretamente com o vice-governador, mas foi informado por assessores de que o envio da mensagem teria ocorrido de forma acidental.
De acordo com Jerônimo Rodrigues, a explicação apresentada indica que Geraldo Júnior pretendia encaminhar o conteúdo para outra pessoa, possivelmente seu filho, o deputado estadual Matheus Ferreira (MDB), mas acabou enviando a mensagem ao grupo político por engano.
“Não falei com ele, mas recebi a informação de que ele iria enviar a mensagem para alguém para entender o que estava acontecendo e acabou caindo no grupo”, afirmou o governador.
Jerônimo acrescentou ainda que não acredita que o vice-governador tenha agido deliberadamente contra o ministro Rui Costa, ressaltando que o episódio teria sido resultado de um erro no encaminhamento da mensagem.















































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